nihil

bem…
de vazios…
eis do que me componho, a matéria que me forma, e que te forma também…
átomos mais vazios que cheios… mais buracos que queijo…
Ao mesmo tempo tudo é morte…
Eu, patchwork de morte… pedaços em mim de guerras, de vitórias, de dores e alegrias…
em mim residem heróis e perdedores… e eu residirei no futuro…
Se em mim encostar, farei parte de você e você de mim…
Não há nada de novo na Terra há muito tempo…

Metamorfoses…
Pessoas, animais, plantas…
que morrem, putrefam, viram matéria orgânica…
e alimentam, cuidam… de outros e vivem assim nesse “novo”… sendo o mesmo “velho”…
Me visto de morte, como morte, ela me cerca e me seduz…
E não há sentido algum nisso…
Sem rumos a serem tomados porque tudo acaba e é efêmero… e tudo é perpétuo… reciclado…
Física, química, biologia…
= nihil =

 

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1 Comentário »

  1. André Said:

    Engraçado que esse texto tem alguns aspectos naturalistas que eu me identifiquei pra caramba…

    “Se em mim encostar, farei parte de você e você de mim…”
    Eu já pensei algumas vezes o quanto as pessoas trocam átomos, células e tecidos enquanto se beijam, se abraçam, apertam as mãos ou se batem. E sabe que eu achei isso bem bonito?

    E bom, por mais vazios que nós tenhamos, e nós temos… eu gosto mais de pensar que no vazio de cada célula, de cada átomo, há uma capacidade de vida que a gente não pode imaginar.

    Será que é muito romântico da minha parte?

    Acho que você é patchwork de vida, isso sim.
    =)


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