Os peixes nadam no aquário…

Tudo é estático e pára.

Circula por tudo. Anda, anda, anda e volta.

Fica sempre no mesmo lugar sem possibilidade de fuga.

Nada acontece.

O telefone toca. A folhas farfalham. Dorme-se. Vivem.

O que aconteceu?

Em nenhures cousa alguma muda.

É tudo sempre o mesmo desde muito tempo.

O mesmo tempo. A mesma vida. O mesmo nada.

Nadices amareladas pelo tempo parvo inócuo.

O simulacro cotidiano, a teima em sobreviver.

O apego a essa insignificância, o medo do estranho.

Os costumes, as manias, o léxico fático.

Os peixes nadam no aquário…

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