Archive for abril, 2009

augusto…

seja bem-vindo

Augusto senhor dos novos caminhos

pelas veredas implacáveis

ou por brandas vias

trilhemos rumo a Eternidade

sejam apenas cinco segundos

ou todos os anos do deserto

cada segundo será precioso

todo o futuro resplandecente

a companhia, a amizade

tudo aquilo que mais prezamos

perdurados pelos séculos dos séculos

vieste mexer nas estruturas

penetrastes nas entranhas

e modificaste minha vida…

seja bem-vindo!

piquininha…

e como crer-te, irrascível criatura oriunda do nada?

como amar-te ser gélido de divinas aspirações?

 a dizimar-me contradizo a sequência

a interromper-me introduzo o mérito

comoqualquando que se perdeu lucidez?

e onde é algoaquele lugar?

o muro de apoio desquebrando-se

e dele mentiras a jorrar

verdades inventadas renegadas

como raios de luz resfolegantes

aurora do dia que não virá

e tãoquequando a vi nas imagens

na janela  não podia ser outra

o mesmo “s” inconfundível

la meme histoire!

se defez, defenestra

 abril novamente

piquininha

dorme, agora

liberta

jaz!

a cura…

a tanto me deixei

morna, morta

a passar pela vida

hoje, pétala,

folha seca

galho retorcido

desaguada

inviva

do cerne estipado

da crua carne

incruenta ferida

ingloria

o natimorto amor

a busca pela cura

secura…