Archive for julho, 2009

E o que há de novo em tudo isso?

Senão essa tão conhecida ida e vinda de fatos?

Sinto-me como num último beijo, como no fim do mundo, como na hora derradeira…

Mas confortada por um conforto tão sem sentido e preguiçoso de como quem tivesse acostumada com a vida.

Estou no topo do mundo, ao sabor dos ventos, esperando o que virá…

Tem tanta força esperando pra ser consumida…

Tantas idéias querendo vir à tona…

Eu átona, atônita, atômica…

Respire.

É tudo efêmero. Transcendente.

Findo.

vida, vida, vida, vida…mostrai-te a mim!

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solitude…

O que é morrer?

Se o que morre ainda permanece na memória até que a memória não permaneça mais?

Há tanta gente saindo da presença física e tornando-se memória que meus dias têm estado mais tristes…

Tenho medo de perder da memória essas presenças…

Ainda sei como são…como eram…

Mas haverá um dia em que não sabe-lo-ei?

Tenho medo… Ainda que memória e dor convivam, é preverível a dor da lembrança, neste caso, ao esquecimento eterno…

Esquecer-me de ti é fazer-te morrer… e não quero que morras, preciso desta presença não-presente…

Não quero esquecer teu rosto… não quero lembrar-te apenas pelo que representa…

Foste o que foste e pelo som da tua voz tantas vezes me guiei…

Quero, que ainda que seja em mim, permaneça, sobrevivo, nas lembranças que um dia guardei…

saudade…

unlivin’

none

…quero as palavras que ainda não foram escritas…

unwritten words…

unwords…

the spell to set me free from

UNLIVIN’…

I did not think that I was angry, but clearly anger was reflected in my writing. I did not think that I had been affected emotionally, but it was clear from my writing…

Para poder expressar o que preciso, da maneira que preciso, há necessidade de duas coisas:

a primeira é que eu saiba o que preciso,

a segunda é que existam as palavras.

Preciso de palavras que ainda não foram escritas.
Toda essa inconsistência lamentável que não se cansa de existir. O peso enfadonho aliterado proveniente do fracasso duradouro de dias de calamidade febril. As dores da ausência, de carência de movimentos assimétricos volumosos, esparsos, compassos de existência sutil, desinteresseda, da cara que era a dela, de quando como olhava ao espelho e se reconhecia, não de alice diminuta, grande demais para suas vestes.
Era claro o desencaixe, tal qual em terceira pessoa se referia, a tirar carga do si esse transpor, para não adoecer.
Pra isso precisa-se de tais palavras… as existentes escassas e fracas, não dão conta das variáveis intangentes.

Endtroducing!