alea jacta est!

estou presa dentro de mim
sem controle sobre mim…
me vejo lutando (e nem mais)
agora resignada me preservo
assisto à cena da fuga do mundo

sem que nada

tenha provocado
muda, mouca

perdida movida sabe-se deus porquê
irascível, primitiva
alimento-me de nada
fermata

talvez mais um casulo
donde mais bela lagarta saia
talvez rebelde sem causa
sentindo a loucura sussurar meu nome
adorando a entrega
seduzida pelos olhares duma mosca
enroscando-me na teia da aranha

afundando mais e mais
só pra ver aonde consigo chegar
afogando-me a mim mesma
seguindo o canto da sereia

– Inrazão –

dona de todas as tempestades
senhora da minha morte

abandono-me!
competindo com meus eus
alea jacta est!

nesta noite de amores, loucura e insânia unidas, nos mais calorosos beijos

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1 Comentário »

  1. Julio C. Said:

    Odisseu, alertado por Circe
    sobreviveu às filhas da Musa,
    Depois de ir ao Mundo Inferior.
    Em sua jornada, aprendeu:
    – As sereias possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio.

    Jacta alea esto!


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